Sobre a relatividade do tempo
6 meses é muito tempo. Em 6 meses, a terra dá meia volta ao Sol.
Um blog sobre absolutamente nada. Uma completa perda de tempo. Um autêntico ciber-desperdício. Enfim, um blog...
Cada vez mais, assusta-me o mundo em que vivemos.
A dita «guerra ao terrorismo» serve de desculpa para tudo. Um cheque em branco para os poderes superiores — seguramente, também dotados de superior sentido de magnanimidade, imparcialidade e justiça... Desenganem-se!
Assusta-me principalmente quando nos querem fazer crer que a desculpa é particularmente adequada sempre que se trata de violar direitos e garantias, digo, princípios e valores das sociedades em que vivemos. Areia nos olhos.
Essa «guerra» não é mais que uma mal disfarçada caça às bruxas.
Quem estiver para aí virado, que discuta o mérito ou ausência dele na notícia. Não a li, fiquei-me pelo resumo. Também não me interessa. É mais uma gota de água num copo que já transbordou.
O sentimento fica.
Isto tudo, o blogue, digo.
Se segues o blogue, sabes que, tirando um pico aqui e ali, a maior parte do tempo ele anda meio dormente. O que não quer dizer que não ando a fazer nada. Nada de jeito, talvez, mas nada, de todo, já é um bocadinho forte.
Ora, tendo o blogue já alguns aninhos, se calhar (quem sabe?) já começa a estar na altura de pensar e talvez admitir a possibilidade, por mais remota que seja, de que não ando a seguir a terapêutica mais adequada à patologia que me afecta... ou aos sintomas aparentes. Talvez! (É só uma hipótese, hã!)
É por isso que, de há algum tempo para cá, tenho andado a experimentar novas abordagens – e alternativas é coisa que não falta por aí. Adiante!
Tenho agora um novo micro-blogue (dentro do conceito do micro-blogue, pode dizer-se que está apenas ligeiramente menos morto que o próprio blogue, mas sempre tem mais actividade ;-) e ando a partilhar coisas que encontro, enquanto tento organizar a Internet...
Cada uma das iniciativas tem o seu próprio feed, para quem gosta dessas coisas, e as últimas entradas aparecem aqui ao lado, no blogue. (Entretanto, não estou muito certo da utilidade da barra lateral, visto que sem actualizações o blogue não deve ter muitas visitas, mas há sempre uma ou outra alma perdida...)
Há ainda um tudo-em-um que agrega, entre outras coisas, o blogue, o micro-blogue e as páginas partilhadas. Se preferires, segue antes esse em vez do blogue e se te juntares a algum dos "serviços", deixa-me ser teu amigo! ;-)
É tudo. Diz-me agora tu o que pensas do significado disto e o que procuras quando aqui cais.
Deixa o teu comentário!
... mas deviam.
— Sunset Boulevard, dos Belle Chase Hotel[ Que é como quem diz, hotel do queijo :-) Aos interessados, letras desta e outras canções do álbum. Não que façam muito sentido, mas pronto... ]
Quantos outros blogues têm três anos de posts representados na primeira página?
Ano novo, vida nova — dizem. Há quem o siga. Cá por mim, não é regra para seguir todo o ano que passa. Não é fácil coordenar todas as reviravoltas com a passagem de ano, ainda que segundo um qualquer, aleatoriamente escolhido, calendário Gregoriano. Um qualquer. Dá muito trabalho e o tempo é escasso, só mesmo por isso. Mesmo assim, não posso queixar-me. Mudança, é coisa que não tem faltado. É já uma constante. Uma constante da vida... Não, esperem lá! Isso é o sonho. O sonho é a constante na vida. É isso.
Já agora, para quem, aqui há tempos, não sabia o que é a Pedra Filosofal, façam chegar-lhe a mensagem, por favor. Agradecido!
Seja como for, desta feita, o novo ano veio um nadinha atrasado. Coisa de uma semana, 7 dias. Não menos. E por pouco, meia dúzia de minutos, não mais... Peripécias da viagem, talvez material para outra entrada neste espaço. Talvez. Assim recomeço, a cerca de 4500 milhas de onde tudo começou. Novo ano, nova aventura.
« Le plus ça change, le plus c'est la même chose. »
« E tu, onde vais estar daqui a cinco anos? »
... para ganhar o prémio Nobel.
Nobel prize winners live longer
Para os interessados, também está disponível o artigo original.
A receita de hoje é uma relíquia de família, resgatada do tempo imemorial em que a mamã escrevia as receitas pelo seu punho e letra. E á assim, sem permissão e sem escrúpulos, traduzida directamente por mim para um formato legível (!) e digital, que a partilho com todo o mundo e, porque não, também convosco. Mas não é que vocês mereçam, não é?! É que me resta a esperança de sobrar por aí alguma coisinha para eu provar :-D
Aqui há uns anos, a receita ou uma variação sobre ela — sim, porque isto de seguir receitas também não pode estar nos meus genes, não é?!... — foi um sucesso! A noite toda!... (Também foi essa a noite dum famoso bacalhau com natas, que ninguém provou mas que, ainda assim, ganhou fama internacional... Ai que ganhou! Já a sombra da bananeira me saberia melhor com um solinho quente, mas nos dias que correm é o que se arranja. ;-)
Foi experiência única. Depois dessa noite, a receita voltou para o cofre, onde o segredo permaneceu seguro... Bom, até hoje, claro!
Sangria[uma coisa que eu nunca percebi, é aquele pessoal que compra tudo do mau e do pior e depois se admira do resultado... Há uma expressão em estrangeiro que me parece aqui apropriada:Pele os pêssegos e corte-os em quartos. Lave as laranjas e os limões e corte-os às rodelas finas (com as respectivas cascas).
- 2 garrafas de vinho tinto leve
- 3 garrafas de água gasosa
- 4 cálices de tríplice
- 4 limões
- 4 laranjas
- 4 pêssegos
- canela em pau
- cubos de gelo
Deite os frutos em jarros altos. Polvilhe com açúcar. Junte alguns paus de canela e regue com o vinho tinto e o tríplice.
Deixe macerar durante 2 horas.
Junte a água gasosa bem gelada e alguns cubos de gelo.
às
09:29
12
sarcasmos
a propósito...
tópicos: receitas
A mania de adiar indefinidamente pequenas coisas que se resolvem em cinco minutos...
Rules are meant to be broken!
No mínimo, contornadas... Aí está uma mania que levo muito a sério e que estará certamente relacionada com outras manias por vir ;-)
Um dia destes ia a descer as forças armadas, desde lá de cima, da faculdade de farmácia. Estava a cair um chuvita fina, mas nada que molhasse... Not! Uma coisa que me chamou a atenção foi o facto de, em plena hora de ponta, a rua estar completamente vazia. E apesar de eu estar a ver, mesmo ali à frente, a EUA completamente entupida. Estranhei e segui andando. Ia entretido a ouvir a mega, no mp3.
Quando chego lá abaixo, a razão torna-se óbvia: dois carros batidos entopem duas das três faixas. A outra faixa ficava livre para os espectadores de passagem poderem apreciar calmamente o acontecimento... (sempre me perguntei: dada a curiosidade que qualquer avaria, acidente ou autuação suscita, se é isto que o povo pede, por que raio continuam os telejornais a abrir com as últimas do futebol?!).
Vendo isto, solto logo, para toda a gente ouvir um,
Ah!, pois é!Nem foi preciso chegar ao fim do grunhido para me aperceber que apesar da chuva, não estava sozinho na rua... Hmmm! Acho que o pensamento me fugiu pela boca. Ainda acrescentei um mais tímido
Pois!Ok, agora disfarça, não assobies e pira-te!...
Ah!, pois é! bebé!porque aí, tinha sido mesmo mau...
I love deadlines. I like the whooshing sound they make as they go by. — Douglas AdamsAgora, para já, para já, comecei por contornar algumas regras dos desafios, pagando a prestações e ao não publicar os regulamentos oficiais... Também ainda não infectei ninguém, mas acho que me vou conter até ter o pagamento mais adiantado, para não me chamarem já de caloteiro ;-)
às
04:47
11
sarcasmos
a propósito...
tópicos: manias
Hoje quero partilhar convosco algo pessoal. É um problema que eu tenho. E antes que venham daí com as piadas fáceis, ressalvo já: um, dos! Um problema, de entre os mũltiplos e variados problemas que cultivo e acarinho. (São meus, ora bolas!) Mas não se preocupem, que eles estão ali todos catalogados e organizados no caos da minha (desculpa, Manel...) secretária. (Hmmm, não os estou a encontrar agora, neste preciso momento, mas eles andam por aqui algures... Sabem como é! Coisas pequenas... Adiante!)
O problema de que vos vou falar hoje é um problema que me persegue há muito. Desde sempre, provavelmente. É um problema que me preocupa. Preocupa-me mesmo! — Já agora, reparei que ultimamente ando a usar muito esta palavra. Mesmo! Deixa lá meter a coisa na base de dados... Pronto! Onde é que nós íamos, mesmo? (Vêem?!) Ah!, já sei! — Mas só de vez em quando, não muitas vezes. Não tenho tempo para essas merdas! (Posso? Posso!) — Já agora outra vez, lanço aqui um repto: em nome da liberdade de expressão (porque não?! pompous as anything else! :-), desafio-vos a usarem palavras feias, mas daquelas mesmo (lá está!) feias nos vossos blogs... Repito, nos vossos blogs! (Entendido?! Isto ainda não é um free for all nos comentários! Vamos lá a ver o juízo!...)
Aliás, eu não tenho tempo para muita coisa. A vida é curta! É curta, e no entanto é para sempre. Para sempre, claro está, enquanto eu a viver. «Óquei», adiante!...
Há dias em que não consigo dormir, por causa das bolhas. Elas até nem me tiram o sono. O que me irrita é que o raio da coisa não me larga. Está-se mesmo (...) a ver que estou cheio de sono, que estou cansado, que tenho de me levantar cedo no dia seguinte e que, para além disso, vou ter o que fazer e não é que a porra das bolhas não me larga? Mesmo! Noutros tempos a patologia foi outra e ainda estou para ver qual vai ser a próxima. Talvez seja por aqui, a lembrar outros tempos. Vamos a ver...
Aqui há uns dias, ao fim de uma sessão de purificação [de um sistema operativo da concorrência], que envolveu magia negra e outros feitiços, resolvi experimentar um pouco do mesmo remédio aqui por estes lados, só para matar saudades. Ao fim de muitos rounds, inevitavelmente, perdi todos os meus documentos para os bichos. Tem a sua graça, mas não é para mim. Fartei-me! Ironicamente, a coisa só corre em Linux. O pessoal da concorrência pode sempre sentir a coisa na pele ao vivo, a cores e a doer! Ah!, pois é! :-p
(E isto é só para o Paulo não ficar a pensar que eu o discrimino ;-)
Entretanto, se virem por aí o Pac-Man ou os (Super) irmãos do Mário (a edição para Nintendo). Mandem-nos lá ao consultório para um check-up.
Bom, mas para vos dizer a verdade, o problema de que vos queria falar não tem nada a ver com estas coisas. Ou talvez até tenha, mas eu, muito sinceramente, não estou a ver qual é a relação. Do que eu vos queria falar mesmo (!) era da minha capacidade inata para adiar as coisas.
Não faças hoje o que podes deixar para amanhã!O problema é que muitas vezes esse adiamento prolonga-se ao oblívio ou, como dizem os nossos amigos russos, zabvenie...
— Just my Imagination, Cranberries
There is a game I like to play
I like to hit the town on friday night
And stay in bed until sunday
We’ll always be this free
We will be living for the love we have
Living not for reality
às
02:35
0
sarcasmos
a propósito...
tópicos: música
Olha que afinal há teses doutoramento que servem para alguma coisa... Ora espreitem e divirtam-se!
[nota: a coisa parece estar com muito movimento e de vez em quando obtém-se Service unavailable. Resolve-se com alguns refrescamentos.]
Há músicas que me deixam bem disposto para o dia todo...
— Perfect, Fairground Attraction
[Olha! Eu conheço esta música... É gira! A gaja tem uma voz engraçada... De quem é isto, mesmo?!]
It's got to be perfect
It's got to be worth it (yeah!)
Too many people take second best
But I won't take anything less
It's got to be (yeah!) pertect.
às
07:23
6
sarcasmos
a propósito...
tópicos: música
Um tal ivan (com pronúncia do norte, carago! :-) dizia recentemente,
«Afinal o Outono pode ser bonito»"Pode"?! Mas que raio!
às
16:50
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sarcasmos
a propósito...
tópicos: sugestões
Eu falo por mim, quando digo que muitas vezes andamos por aí a usar palavras sem conhecermos o seu significado. Por isso, de vez em quando uma vez, é bom consultar o dicionário, só mesmo para saber o que dizemos por aí...
— em Dicionário da Língua Portuguesa On-Linefetiche
do Francês fétiche
objecto animado ou inanimado, natural ou feito pelo Homem, ao qual se atribui poder sobrenatural ou mágico e ao qual se presta culto; manipanço; feitiço;
fig., pessoa que se venera e a que se obedece cegamente.
— em Wiktionnairefétiche
Nom qu’on donne aux objets chers aux peuples primitifs ou aux choses qui sont chez eux un objet de culte.Porter un fétiche au cou.
Le culte des fétiches.
Adjectivement,
Les arbres fétiches.
Les pierres fétiches.
(Par extension) Objet auquel, même chez les peuples civilisés, certaines personnes attribuent une influence capable d’attirer la fortune ou de conjurer le mauvais sort.
Il désigne encore Tout objet auquel on attribue avec superstition la propriété de porter bonheur.Ce bracelet est pour elle un fétiche.
— em Wiktionaryfetish
From French fétiche; Portuguese feitiço; Latin factīcius, artificial
something nonsexual, such as an object or a part of the body (often feet) which arouses sexual desire or is necessary for one to reach full sexual satisfaction
something which is believed to possess, contain, or cause spiritual or magical powers; an amulet or a talisman
an irrational, or abnormal, fixation or preoccupationWe have a feeling that it must be "honest" work, because it is hard and disagreeable, and we have made a sort of fetish of manual work. — George Orwell, Down and Out in Paris and London
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11:51
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sarcasmos
a propósito...
tópicos: definições
Seguindo o exemplo do golfinho e até mesmo dela, mais um pedaço de mim.
I am a Hazelnut Tree |
![]() I'm a charmer with a killer sense of humor. I am very demanding, but I can also be very understanding. No matter what, I always make a lasting impression — I'm quite popular. Passionate, I am an active fighter for social causes and politics. In general, I am moody, honest, a perfectionist, and very sexual. |
às
11:20
4
sarcasmos
a propósito...
tópicos: curiosidades, eu
Libra is the sign of the Scales, creating balance and harmony all around them.
Libra is a masculine air sign which is cardinal, allowing them take action towards their goals.
They are ruled by the planet Venus, and many Libras are recognizable for their "pretty facial features."
The Air element keeps Libra on the move, always having changes of some sort surrounding them.
A Libran needs the balance of a partnership in their life.
They are born flirts, which in most cases is quite harmless.
Librans are also known to be very visual, so the nicer you look, or the nicer you keep your living area, the more happy and content they will be.
They are inclined to be indecisive, weighing over the pros and cons of each choice they have to make in life.
Librans are quite optimistic and sentimental.
They have a need inside them to constantly try and please everyone.
This sign rules the kidneys and the buttocks, which can make them prone to lower back and skin problems.
às
02:00
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sarcasmos
a propósito...
tópicos: curiosidades, eu